Você não pode perder alguém que nunca teve.
E é assim que eu penso quando você passa pela minha mente.
Nunca te tive, de fato.
Aquelas breves horas em que ficávamos juntos, não era eu que te tinha.
Era você, que me tinha como pertence, que me possuía e me dominava.
E eu tinha o pensamento tolo de que você me pertencia, de que eu era sua dona por aqueles pequenos momentos.
Me lembro que o que mais me confortava era sua respiração na minha nuca, que me aquecia e protegia.
Sinto falta. Disso, da sua mão na minha, das mensagens perdidas no meio da noite, das ligações com a voz levemente alcoolizada nas madrugadas de sábado.
Adorava tudo isso. Adoro detalhes. E você, mais do que ninguém, sabe disso.
Eu continuo mentindo pra mim mesma em relação a nós.
Fico me enganando, achando que ainda existo pra você.
Mesmo sabendo que já está tarde, e de que do passado já faço parte.



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